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Sobre Nós

Um Fado que nos Une

Onde a Alma Canta
Um espaço criado por músicos, dedicado à alma do Fado.

O Cais do Fado é um espaço criado por músicos profundamente ligados ao Fado tradicional, dedicado à preservação dos grandes clássicos que marcam a alma desta expressão única. Aqui, cada fadista tem a liberdade de construir o seu espetáculo espontaneamente, sem programa fixo, numa comunhão autêntica com o público, tal como nas casas tradicionais de Fado.
Mais do que um simples palco, o Cais do Fado é um lugar onde emoções e histórias ganham voz, e onde o público se torna parte ativa desta experiência singular. Aberto também a outros músicos e artistas, o espaço enriquece-se com diversas expressões artísticas que complementam a magia do Fado.
Este é um tributo vivo à tradição e à essência portuguesa, um convite a todos para sentir, viver e celebrar o Fado na sua forma mais genuína e profunda.

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O fado
Do silêncio
à melodia

No instante em que o silêncio se instala, nasce a magia. É nesse momento que o Fado desperta, ganhando vida em cada som que surge. A quietude prepara o caminho para a melodia que conta histórias, revela segredos e toca o coração.
Cada nota é uma ponte entre passado e presente, um diálogo de emoções que não precisam de palavras para se fazerem ouvir. É no contraste entre o silêncio e a música que se cria o verdadeiro encanto, onde a alma se encontra e se liberta.
Aqui, o Fado não é só ouvido — é sentido, vivido e partilhado, transformando o silêncio em melodia e a melodia em memória.

De Encontros a Canções
como nasceu
o Cais do Fado

O Cais do Fado nasceu da ligação profunda entre dois músicos, unidos pela paixão comum pela música tradicional portuguesa, e mais precisamente pelo Fado. Há mais de dez anos, Luís Lumini, na viola de Fado, e Marco Quaresma, na guitarra portuguesa, cruzaram-se pela primeira vez no Clube Fluvial de Remo, no Cais de Gaia — um espaço que, na altura, acolhia um restaurante com o charme do Fado vadio, onde a música se fazia sem pressa, com a liberdade e espontaneidade típicas desta arte.
Foi naquele ambiente único, onde as notas de Fado se misturavam com a conversa e o vinho, que a amizade entre Luís e Marco começou a tomar forma. Tocavam juntos de forma natural, sem grandes planos, simplesmente porque o Fado os unia. A atmosfera íntima e carregada de história daquele espaço tornou-se o berço de uma ligação que viria a dar origem ao Cais do Fado.

 BAIXO ACÚSTICO E VIOLA DE FADO 

Luís Lumini
 Luís Lumini, músico e arquiteto de alma e vocação, é um verdadeiro portuense de gema.
Começou os seus estudos musicais aos seis anos, na escola do BPA, onde frequentou as disciplinas de formação musical, piano e guitarra. Foi aluno do Conservatório de Música do Porto, nas áreas de educação musical e contrabaixo — instrumento que estudou também na escola CAIÚS, tendo como mestres Pedro Abrunhosa, Mário Azevedo, Rui Ferreira, José Prata e Paulino Garcia.

Com uma carreira diversificada, Luís cofundou projetos como Blusie, Bandemónio, Lucky Stereo, Putos e Zoshu, participou na gravação de vários álbuns enquanto músico, compositor e produtor, e desempenhou funções de direção pedagógica em escolas de música. É também criador de projetos e ideias inovadoras, com um profundo apreço pela cultura, pela arte e pelos momentos que unem as pessoas.


GUITARRA PORTUGUESA 

Marco Quaresma

Marco Quaresma começou a tocar trompete aos 11 anos na Banda Filarmónica Recreio Musical Ribeirinhense e, aos 14, ingressou no Conservatório Regional da Horta para aprender órgão, mas encontrou a sua verdadeira paixão nas cordas. Concluiu o 6.º grau de Guitarra Clássica e, posteriormente, deu aulas no Conservatório. Participou em bandas de rock e em grupos de música popular, tocando guitarra elétrica e cavaquinho. Em 1998, juntou-se à banda Lira Açoriana e representou os Açores na Expo 98.

Em 2004, o seu pai ofereceu-lhe a sua primeira Guitarra Portuguesa e, em 2005, mudou-se para o Porto para estudar na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Em 2019, regressou aos Açores para trabalhar no Teatro Faialense, mas voltou ao Porto em menos de um ano. Ensinou Expressão Musical em Matosinhos e Guitarra Clássica e Portuguesa em várias escolas do Porto. Desde 2014, tem atuado em diversos locais com diferentes músicos de Fado, destacando-se nos projetos Fado Consentido e Vila Navio.

Fadista 

Patricia Costa

Patrícia Costa é fadista profissional, residente na cidade do Porto. Estreou-se a cantar Fado aos 8 anos de idade, no extinto Teatro Jordão, em Guimarães. Concluiu o Curso Complementar de Formação Musical no CCM – Conservatório Regional das Caldas da Saúde.
Já se apresentou em inúmeras salas de referência, como o Teatro Rivoli, Teatro Sá da Bandeira, Coliseu do Porto, Palácio da Bolsa, Palácio do Freixo, Casa da Música (Porto), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Casa das Artes (Vila Nova de Famalicão), entre outros teatros e auditórios municipais pelo país. Fora de Portugal, atuou na Finlândia, África do Sul, diversas vezes em Espanha, Suíça e Alemanha; foi convidada pela ESMAE para participar, com o Quarteto de Saxofones, nos “Rencontres Musicales de la Méditerranée”, na Córsega, em 2007. Foi também convidada para o ciclo “Fado no Museu”, no Museu do Vinho do Porto, em 2014, e atuou no palco “Porto” do festival Caixa Ribeira, em junho de 2015.

Editou o seu primeiro álbum original, “Um Cantar Velado e Lento”, em 2010. É artista residente na casa de fado “O Fado”, no Porto, desde 2009.

Fadista
Ana Ferreira

Natural de Braga, Ana Ferreira iniciou os seus estudos musicais na Escola Primária de São do Souto e posteriormente no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga. Prosseguiu a sua formação na Universidade de Aveiro e na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto. Entre 1999 e 2013, dedicou-se ao ensino artístico e à performance como cantora, diretora coral e artística em projetos de música clássica, popular, tradicional, jazz e infantil.
Em 2012, teve o primeiro contacto com o Fado através do projeto Dualogum, que despertou uma nova paixão. Em 2014, foi selecionada como cantora e pianista residente nas Tardes de Fado da Quevedo Port Wine. Participou no Bragafado em 2015 e venceu o concurso Viana Canta o Fado em 2016. Desde então, tem sido presença constante em eventos de Fado pelo Alto Minho.
Desde 2016, realiza digressões por Luxemburgo, Bélgica e Alemanha, acompanhada por Miguel Braga na guitarra portuguesa. Em 2017, venceu o IV Concurso de Fado de Lordelo do Ouro e Massarelos e atua regularmente em hotéis, restaurantes e casas de Fado. Atualmente, integra os elencos do Santo Fado, no Porto, da FATUM, em Valença, e da Adega do Lagar, em Covas.

Fadista 

Andreia Alferes

Natural de Vagos, Aveiro, Andreia Alferes leva a sério a sua paixão pelas palavras, pelo seu povo e, sobretudo, pela sua identidade. Rendida ao Fado, faz renascer nele todas as experiências que a memória dos sentidos lhe permitiu recolher.
Como verdadeira colecionadora de experiências, tem atuado nos últimos anos em palcos, salas de espetáculo e casas de fado por todo o país. Em colaboração com músicos de excelência, dá vida a uma viagem onde muitos poemas da sua própria autoria se fundem com as melodias mais tradicionais da guitarra portuguesa.
Ao cantar, procura manter vivo esse terreno fértil que é o Fado na sua vertente mais tradicional, fazendo com que a sua arte ecoe uma mensagem de tradição, cultura, esperança, amor e paz.

Viola de Fado e Guitarra Portuguesa
Pedro Martins

Pedro Martins é fadista, músico, letrista e compositor, nascido em 1990 em Buarcos (Figueira da Foz). Estudou guitarra clássica no Conservatório Maestro David de Sousa e aprendeu guitarra portuguesa de forma autodidata aos 18 anos. Participou ativamente no Orfeão Universitário do Porto em vários grupos musicais e corais.
Licenciado em Ciências da Comunicação, dedicou-se exclusivamente ao Fado desde 2015, fixando-se no Porto. Atua regularmente como fadista, violista e guitarrista em casas de Fado e eventos, em Portugal e no estrangeiro.
Como compositor, assinou várias obras para si e para outros fadistas, destacando colaborações com Patrícia Costa. Em 2019 lançou o seu primeiro álbum com 14 fados originais, onde canta e toca vários instrumentos.
Pedro Martins defende o Fado como expressão popular e democrática, sentindo-se à vontade tanto no Fado Vadio como nos palcos mais formais.

Guitarra Portuguesa
Samuel Cabral

Samuel Cabral iniciou os estudos de guitarra portuguesa com Guilherme Mendes e Alexandre Brandão. Entre 1984 e 1990 viveu em Paris, onde participou em projetos de fado e foi músico residente em restaurantes emblemáticos.
De regresso ao Porto, integrou o elenco da Taverna S. Jorge e desenvolveu uma carreira multifacetada entre o fado, teatro e televisão. Acompanhou grandes nomes como Camané, Fafá de Belém, António Zambujo, Mafalda Arnauth e Hélder Moutinho, além de atuar em festivais e digressões por vários países da Europa, África, América e Ásia.
Colaborou em programas de televisão e foi músico residente do “Portugal no Coração” durante três anos. Participou também em projetos teatrais com nomes como Filipe La Féria e Sérgio de Azevedo e esteve presente em eventos culturais de grande dimensão, como a Expo’98 e Porto 2001.
Gravou dois discos a solo e contribuiu em numerosas colaborações como guitarrista e compositor, consolidando-se como uma referência na guitarra portuguesa.

Viola de Fado
Yuri Reis

Natural do Rio de Janeiro e radicado no Porto, Yuri Reis encontrou no Fado uma paixão que moldou a sua trajetória artística. Com formação musical diversificada e grande respeito pela história e pelos mestres do género, alia técnica apurada a uma interpretação emotiva e autêntica, transmitindo toda a intensidade e melancolia características do Fado.
Reconhecido pela sua sensibilidade e rigor musical, conquista tanto o público local como os visitantes que procuram uma experiência genuína do Fado no Porto. O seu estilo combina tradição e modernidade, respeitando as raízes do género enquanto imprime uma assinatura pessoal.
É músico residente no Restaurante Típico Malcozinhado, uma das casas de fado mais emblemáticas da cidade. Atua também em espaços como o Cais do Fado e o Fado na Baixa, contribuindo para a preservação e divulgação desta expressão cultural única.

Viola de Fado
João Araújo Coutinho

João Araújo Moutinho nasceu no Porto em 1985 e iniciou os seus estudos musicais aos nove anos. Formou-se no Conservatório Regional de Música de Vila Nova de Gaia e licenciou-se em Música, com especialização em guitarra clássica, na Universidade do Minho.
Desde 2002 que acompanha músicos de Fado, sendo presença regular nas principais casas de Fado do Porto desde 2008. Ao longo da sua carreira, tocou com algumas das mais destacadas figuras do panorama fadista da cidade, como Valdemar Vigário, Florência, Natércia Maria, Rosinda Maria, Manuel Morais, Fernando João e Leonor Santos, entre outros.
Atuou nas principais salas de espetáculo do país, incluindo a Casa da Música, o Coliseu do Porto, a Casa das Artes de Famalicão e o Teatro Circo de Braga.
Internacionalmente, levou o Fado a públicos em Espanha, França, Itália, Argélia e China (Macau). Paralelamente à sua carreira como músico, desenvolve ainda atividade como luthier, dedicando-se à construção de cordofones tradicionais portugueses.

FOTÓGRAFO
Nuno Sat

Com mais de 20 anos de atividade, Nuno destaca-se pelo profissionalismo, pelo rigor e por uma sensibilidade estética que marca de forma única cada projeto que assina. Tem vindo a desenvolver universos visuais para áreas tão diversas como Moda, Publicidade, Editorial, Joalharia, Produto, Interiores, Arquitetura, Natureza, Património e Fine Art, assumindo também, por vezes, funções de direção artística.
A sua linguagem visual é fortemente influenciada pelo mundo natural e pelas ciências que o explicam, mas também pelos mistérios da fantasia e da magia. O resultado é um trabalho orgânico, por vezes enigmático, onde convivem técnica apurada, imaginação e uma profunda consciência estética.
Embora mantenha uma identidade visual bem vincada, Nuno demonstra uma versatilidade rara, ajustando-se com facilidade aos desafios e objetivos de cada projeto, sempre com uma abordagem criativa, sensível e exigente.

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